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STJD põe pedido de Caboclo para volta a presidência da CBF é posto em sigilo

O diretor, acusado de assédio moral e sexual, vai ter seu pedido de volta ao cargo na próxima semana
Foto: Lucas Figueiredo/CBF Rogério Caboclo, presidente da CBF acusado de assédio sexual
Rogério Caboclo, presidente da CBF acusado de assédio sexual

A defesa do cartola entregou, no último dia 8, um pedido de anulação da decisão de afastamento feito pela Comissão de Ética do Futebol da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que suspendeu Caboclo até o mês de setembro. O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), pelo presidente da entidade, Otávio Noronha, decretou sigilo no pedido para o cartola retornar ao cargo.

O presidente afirmou que ao decretar sigilo ele tem "em vista da natureza do procedimento que tramita perante a CEFB (Comissão de Ética do Futebol Brasileiro) e a necessidade da preservação das informações ali constantes" justificou o líder do órgão.

A volta de Caboclo ao cargo de presidente da CBF pode acarretar uma serie de problemas para a entidade, destaca a defesa da entidade. A Comissão de Ética também ressaltou que a volta do cartola também poderia atrapalhar um possível pedido de depoimento de algum dos funcionários por constrangimento.

A volta de Caboclo também poderia acarretar na perca de patrocinadores que não queiram associar a marca a entidade. Rogério Caboclo foi denunciado, no último dia 4 de junho, de assédio moral e sexual a uma funcionária da CBF. O cartola foi afastado pela comissão de ética no dia 6 de junho e teve o afastamento ampliado por mais dois meses no dia 2 de julho.

O pedido feito pelo cartola ao STJD foi posto em sigilo pelo presidente da entidade, Otávio Noronha, mas será colocada em pauta na próxima reunião do conselho. A defesa do cartola alegou que o cliente é inocente e afirmou que que o processo sofre de "vícios e nulidades na condução do processo pela comissão, entre os quais a sua total falta de fundamento estatutário e legal para o afastamento".