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Brusque afirma que Celsinho, vitima de racismo, fez 'falsa imputação de racismo'

O caso aconteceu após a partida entre Brusque e Londrina na Série B, ne último sábado
Foto: Beno Küster Nunes/AGIF Celsinho aponta para local do estádio de onde veio o comentário racista
Celsinho aponta para local do estádio de onde veio o comentário racista

Após o meio-campista do Londrina, Celsinho, afirmar que sofreu racismo durante a partida. O atleta relatou que foi xingado por alguém que estava assistindo a partida na arquibancada. Por conta dos protocolos sanitários, apenas os dirigentes do Brusque estavam no local. O time catarinense, entretanto, afirmou que nenhum dos seus diretores cometeu o crime.  

A diretoria do Brusque, por meio de nota, afirmou que o jogador fez ‘falsa imputação de racismo’. Segundo a súmula redigida pelo árbitro Fábio Augusto Santos Sá Júnior, juiz do confronto, um integrante do staff do Quadricolor disse a Celsinho: "Vai cortar esse cabelo, seu cachopa de abelha".

Mesmo com o registro feito pelo arbitro, a diretoria do Brusque, por meio de nota, afirmou que não houve qualquer ato de racismo contra o jogador do Londrina. No documento divulgado pelo Quadricolor, a diretoria afirmou que é Celsinho é “conhecido por se envolver neste tipo de episódio", e que vai tomar as medidas cabíveis com os atos do jogador.

Após a partida, o atleta declarou que vai tomar as medidas necessárias para solucionar o problema e destacou que é lamentável o ato em um campeonato como o Brasileirão Série B.

Não sei se ele faz parte da comissão técnica, da diretoria, um senhor de vermelho no camarote. Também não entendo por que tem tantas pessoas assim em um protocolo que não estão liberados os jogos para os torcedores. É lamentável. Uma equipe de porte médio baixo recém-promovida à Série B de Brasileiro estar cometendo um ato desses é inadmissível, mas as providências serão tomadas.

Leia a nota do Brusque:

"O atleta Celso Honorato Júnior, reserva do Londrina E.C., relatou à imprensa que teria sido chamado de "macaco" por membros da Diretoria do Brusque F.C., durante o jogo realizado ontem (28/08). O Brusque F.C., sua torcida, diretoria, comissão técnica e patrocinadores sempre foram, ao longo da sua história, absolutamente respeitosos com relação a todos os princípios que regem as relações desportivas e humanas. Jamais permitiríamos qualquer atitude de conotação racista em nosso Clube, que condena veementemente qualquer pensamento ou prática nesse sentido. O atleta, por sua vez, é conhecido por se envolver neste tipo de episódio. Esta é pelo menos a 3ª vez, somente este ano, que alega ter sido alvo de racismo, caracterizando verdadeira "perseguição" ao mesmo. Importante esclarecer que, ao árbitro, o atleta não relatou ter sido chamado de "macaco", mas sim que teriam dito "vai cortar esse cabelo de cachopa de abelha", o que constou da súmula e revela a total contradição nos seus relatos. O Brusque F.C. reitera que nenhum de seus diretores praticou qualquer ato de racismo e tomará todas as medidas cabíveis para a responsabilização do atleta pela falsa imputação de um crime. Racismo é algo grave e não pode ser tratado como um artificio esportivo, nem, tampouco, com oportunismo".

Nas redes sociais, torcedores não concordaram com o posicionamento do clube e criticaram a nota divulgada pelo Brusque. Os jogadores que estavam em campo, defendendo o Brusque, se posicionaram contra o racismo nos jogos.

Foto: ReproduçãoEdu Júnior, atacante do Brusque
Edu Júnior, atacante do Brusque
Foto: ReproduçãoDiego Mathias, atacante do Brusque
Diego Mathias, atacante do Brusque