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Após decisão judicial, CBF explica o motivo de não ter um número 24 na Seleção

O pedido foi feito na última terça-feira (29) pelo Grupo Arco Íris de Cidadania LGBT
Foto: Divulgação / Fluminense FC Camisa do Fluminense com as cores da bandeira LGBTQIA+
Camisa do Fluminense com as cores da bandeira LGBTQIA+

Após o lançamento de uma cartilha sobre inclusão de membros da sigla LGBTQIA+ no futebol, pelo coletivo Grupo Arco Íris de Cidadania LGBT, o grupo pediu esclarecimentos a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre a ausência do número 24 na seleção brasileira. Na Copa América, o Brasil é a única seleção que não tem a numeração em um de seus jogadores.

A liminar, concedida na última terça-feira, foi solicitada pelo Grupo Arco Íris de Cidadania LGBT, que enviou cinco questionamentos à CBF sendo eles:

  • A não inclusão do número 24 no uniforme oficial nas competições constitui uma política deliberada da interpelada?

  • Em caso negativo, qual o motivo da não inclusão do número 24 no uniforme oficial da interpelada?

  • Qual o departamento dentro da interpelada, que é responsável pela deliberação dos números no uniforme oficial da seleção?

  • Quais as pessoas e funcionários da interpelada, que integram este departamento que delibera sobre a definição de números no uniforme oficial?

  • Existe alguma orientação da FIFA ou da CONMEBOL sobre o registro de jogadores com o número 24 na camisa?

A CBF respondeu aos questionamentos, neste sábado, cumprindo o prazo de 48 horas imposta pelo juiz Ricardo Cyfer, da 10ª vara cível da capital. De acordo com o “Esporte News Mundo” a opção de não usar o número 24 é uma opção tática e escolha do jogador.

"(A decisão foi tomada) em razão de sua posição (meio campo) e por mera liberalidade optou-se pelo número 25", pontua, em trecho da resposta que foi encaminhada à Justiça.

"Como poderia ter sido 24, 26, 27 ou 28, a depender da posição desportiva do jogador convocado: em regra, numeração mais baixa para os defensores, mediana para volantes e meio campo, e mais alta para os atacantes", destacou a CBF no documento.

A CBF ainda destacou que, por conta da pandemia da Covid-19, convocou apenas vinte e três atletas. Como os protocolos de segurança e higiene foram seguidos à risca, a comissão se sentiu confiante em convocar apenas mais um jogador, além dos 23 presentes.