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Rogério Caboclo foi afastado da presidência CBF pelo comité de ética do órgão

O afastamento se dá por conta da denuncia de assedio sexual que foi protocolado na última sexta-feira
Foto: Lucas Figueiredo/CBF Rogério Caboclo afastado da presidência da CBF
Rogério Caboclo afastado da presidência da CBF

Após uma funcionária da CBF denunciar o presidente da organização, Rogério Caboclo, por assédio sexual e moral, a comissão de ética da CBF decidiu neste domingo (6) afastar imediatamente o diretor. O período inicial que Caboclo deve ficar afastado do cargo para a investigação da denuncia é de 30 dias, que se solicitado, pode ser renovado.

A CBF, na tarde desse domingo, divulgou uma nota sobre a o afastamento. Quem deve assumir a posição de presidente durante o período é Antônio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes, um dos oito vices do órgão. Confira a nota:

"A CBF informa que recebeu na tarde deste domingo, 6, decisão da Comissão de Ética do Futebol Brasileiro suspendendo temporariamente (pelo prazo inicial de 30 dias) o Presidente Rogério Caboclo do exercício de suas funções. Seguindo o Estatuto da entidade, toma posse interinamente, por critério de idade, o vice-presidente Antônio Carlos Nunes de Lima. A decisão é sigilosa e o processo tramitará perante a referida Comissão, com a finalidade de apurar a denúncia apresentada."

Rogério Caboclo foi eleito para ocupar o cargo de presidente da CBF em 2018, o mandato seria de 2019 à 2023. Além da denuncia de assédio sexual, o presidente da organização também estaria com um relacionamento desgastado com a comissão técnica da futebol masculino. Ao longo da semana, representantes mais experientes da seleção teriam solicitado a abdicação de participar da Copa América no Brasil. Em reunião, o Rogério Caboclo teria solicitado a demissão do coordenador da seleção, Juninho Paulista, por incompetência.

Também no domingo, o apresentador André Rizek, do SporTV, revelou que Rogério Caboclo prometeu ao governo federal trocar o treinador da seleção brasileira, Tite, por Renato Gaúcho após o jogo contra o Paraguai, na terça-feira, para agradar o presidente. Essa decisão fere o estatuto de ética da FIFA nos artigos 14 e 19.

De acordo com os artigos “No trato com instituições governamentais, organizações nacionais e internacionais, associações e agrupamentos, pessoas vinculadas por este Código devem, além de observar as regras básicas do art., permanecer politicamente neutro, de acordo com os princípios e objetivos da FIFA” pontua a organização.

“Pessoas vinculadas por este Código não devem desempenhar suas funções (em particular, preparar ou participar na tomada de uma decisão) em situações em que um conflito de interesses existente ou potencial pode afetar tal desempenho” destaca o artigo 19 do estatuto.

Se for constatado a violação dos artigos do estatuto, a punição prevista é uma multa de pelo menos 10 mil Francos Suíços (moeda oficial da Suíça que convertida seria R$ 56,13 mil). Fora a multa, o Brasil também seria proibido de participar de qualquer competição relacionada ao futebol, o que incluiria a próxima Copa do Mundo, em 2022, no Catar.